Demurrage de containers e o nosso infarto

AMIR KEEDI é professor de MBA, autor de vários livros em comércio exterior, transporte e logística, tradutor do Incoterms 2000, membro da CCI-Paris na revisão do Incoterms® 2010

Quando escrevemos o artigo “Demurrage de containers”, na revista Sem Fronteiras de dezembro/2015, nem de longe sonhávamos que iríamos além dele. Esperávamos que ele fosse lido sem paixões. Apenas como uma matéria como outra qualquer, que ensina e esclarece. Como um guia. Afinal, sabemos que é um assunto que poucos conhecem e entendem.

Mas, vimo-nos instados e obrigados a voltar ao assunto com o “Demurrage de containers – O retorno”, SF de janeiro/2016. Para nós era a pá de cal no assunto. Artigo didático, até além da conta para profissionais do ramo, e àqueles que queiram ter domínio do assunto. De modo a esclarecer em definitivo o que é a demurrage. Por que existe, deve ser respeitada e paga, ou negociada. Mas, entendida como devida.

Ao longo do tempo temos escrito dezenas de artigos didáticos para tentarmos melhorar o comércio exterior brasileiro. Que todos sabem, é ruim demais. Temos uma participação mundial que é, no mínimo, humilhante. Depois de termos visto o país chegar a 2,37% da exportação mundial, em 1950, o vimos retroceder a acachapantes 0,83%, em 1968.

A partir daí, cerca de meio século transcorrido, nosso comércio exterior foi uma verdadeira gangorra, num sobe e desce irritante, transitando entre 0,86% e 1,43%. Sendo este, atingido em 2011. E a partir daí queda seguida novamente, chegando em 2015 a humilhante 1,1%. E em queda em 2016. Portanto, sempre coadjuvantes.

Por que isso acontece deve-se a muitas razões. A pior infraestrutura e logística da Via Láctea. A maior carga tributária e maior taxa de juros do mundo, onerando nossa produção e tirando a competitividade do produto brasileiro. Como se sabe, a produção brasileira é, na média, 23% mais cara que nos EUA. E eles têm renda per capita de cerca de US$ 60.000,00 enquanto a nossa é de US$ 10.000,00. Estamos abertos a explicações que alguém queira nos dar. Em especial o governo.

Mas, apesar dos problemas retrocitados, apenas principais, que há muitos outros marginais, há também um que podemos enquadrar como principal. Nossa mão de obra. Sabemos que temos falhas imensas e já citadas em artigos anteriores. E que citamos amiúde aos nossos alunos. Que somos uma lojinha de 1,99. Embora saibamos que isso ocorre em toda a sociedade brasileira e em praticamente todas as áreas, vamos ficar na nossa para não invadirmos as demais. Que poderão ser mencionadas pelas respectivas atividades.

Em que sabemos, e se prova no ato e facilmente, que 1% dos profissionais de comércio exterior sabe exatamente o que faz, enquanto 99% apenas fazem. É o piloto automático destruindo o comércio exterior e a economia brasileira. Por isso insistimos em artigos didáticos para os mais variados assuntos. E disponíveis em nosso blog.

Retornando ao assunto que nos levou a voltarmos a ele, de forma cruel e completamente a contragosto, vimos que nossos dois artigos não serviram de nada. Percebemos que todos que tiveram acesso a eles apenas deram visto, ou uma passada d’olhos. Sem ler como deveriam.

Conclusão é que continuamos vendo as maiores barbaridades. Há pouco estivemos num evento que está nos levando a esta nova investida. Assim como outro evento, no mesmo local, nos levou ao primeiro e segundo artigos. Quanto mais nos interessamos pelo assunto e vamos para aprender, mais nos irritamos com o que ouvimos. Absurdos completamente contrários a lógica, agravados por paixões que nada têm a ver com a realidade. Principalmente de profissionais que, definitivamente, teriam que ser experts no assunto, até para nos ensinar. E que têm acesso direto a nossos artigos.

No último evento estivemos a ponto de ter um infarto. Tanto pelo que ouvimos, como por querermos ficar calados, sem intervenção. Em que a melhor saída era a “saída”.

Precisamos que nossos profissionais, antes de simplesmente defenderem seus clientes contra o pagamento de demurrage de container, que os ensinem a lidar com o assunto. O que é o equipamento, como funciona, para que serve e como deve ser usado. E não apenas se voltar contra o armador, de fato ou virtual, como culpado por todos os males do comércio exterior brasileiro. É claro que o armador abusa dos preços diários da demurrage. Mas, ninguém quer saber que a demurrage é devida apenas nos atrasos. Se funcionar tudo bem nada há a pagar. Achamos que ninguém quer se atentar a isso. E aí se comete todas as barbaridades, se faz tudo errado, e se vai para a guerra.

É a mania de, ao ver a febre alta, quebrar o termômetro ao invés de curar a febre. É necessário atacar a causa dos problemas e não seus efeitos. E as causas são a falta de conhecimento, a pouca vontade de ler e aprender. O mau uso do equipamento, o mais sensacional criado na história da humanidade para transporte, pelo genial Malcom McLean. A Receita Federal do Brasil, a Anvisa e todos os órgãos que, de alguma maneira, estão conectados, devida ou indevidamente, ao nosso comércio exterior. Temos a maior burocracia do planeta, e o culpado é o armador.

Povo do comércio exterior do nosso Brasil, varonil, cor de anil, vamos ao que interessa. Paremos de defender o erro e vamos valorizar o acerto e a virtude. Que será bom para todos. Vamos parar de fazer nosso comércio exterior reproduzir o que está havendo no Brasil político e econômico de hoje. Vamos nos separar disso e mostrar que podemos ser melhores.

 

samir keedi

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